segunda-feira, 27 de abril de 2015

Vingadores: A Era de Ultron

Saudações, amigos da liga do bem!
No último final de semana assisti a primeira grande estreia cinematográfica do ano (pelo menos para mim), que se trata de Vingadores: A Era de Ultron. E como todas as vezes que vou ao cinema assistir um filme da Marvel Studios, eu volto com uma sensação gostosa, muito semelhante à de reencontrar bons amigos que, por motivos diversos, acabei me distanciando.
Contudo, mesmo tendo tal sensação, acho que posso apresentar uma crítica sobre o filme. Então, lá vamos nós.
Quem acompanha cultura nerd, ou mesmo só gosta de cinema, deve saber que a Marvel Studios, a partir do ano de 2008, com o lançamento do primeiro filme do Homem de Ferro (Iron Man, 04/04/2008), iniciou um projeto audacioso, e impensado até então, que se trata da criação MCU (Marvel Cinematic Universe) ou Terra 19999. Que se trata da criação de uma nova realidade, mas diferente a da Terra 616, que é onde se passa as histórias mensais dos mesmos nos quadrinhos.
(Aqui cabe uma explicação: todas as editoras de quadrinhos trabalham com o conceito de “Realidades Alternativas”, onde os seus personagens apresentam variações quanto à origem, capacidades, etnia, sexo, período histórico, etc. Qualquer dia eu explico isso melhor)
Sendo o MCU uma única franquia, diferente do que a indústria do cinema sempre fez, quando detinha os direitos dos personagens de quadrinhos, trabalhava com o intuito de criar uma franquia para cada personagem.
O resultado disso é que a iniciativa da Marvel Studios deu tão certo que, hoje, seja talvez a franquia de maior sucesso nos cinemas, seja de rentabilidade, como também de crítica. Fazendo com que outros estúdios estudem formas de criar universos semelhantes.
Vingadores: A Era de Ultron é o 11º (décimo-primeiro) filme desta franquia, que a cada novo filme, nos apresenta um universo cinematográfico coeso, onde tudo e todos têm correlação com o que já aconteceu nos filmes anteriores, e com os próximos filmes que virão, já que existem lançamentos previstos até o ano de 2019.
Nesse filme, vemos a equipe formada no filme “Os Vingadores” agindo de forma mais integrada, e com a queda da S.H.I.E.L.D., que ocorreu no filme “Capitão América: O Soldado Invernal” percebe-se eles assumiram a luta contra a H.I.D.R.A., e começam a atacar várias bases dessa organização secreta (colaborando com a equipe do agente Coulson, cujas aventuras podem-se assistir na série “Marvel Agents of Shield”.), a fim de encontrar o Cetro de Loki, já que o objetivo do Thor é leva-lo de volta para Asgard.
No ataque à base onde está o cetro, temos a primeira sequência de ação (muito boa por sinal) que é de onde vai descambar em toda a história do filme, como a matéria prima para a confecção da Inteligência Artificial que vai criar o Ultron; o aparecimento dos gêmeos, num primeiro momento como adversários, mas que depois se tornam aliados; e todas as outras tramas secundárias do filme.
O filme, em si, é bem legal. A trama tem um ritmo muito bom, não mantendo nenhum momento em que ela fique arrastada demais (olha que esse filme tem quase duas horas e meia de duração). As cenas de ação não são cansativas, como aqueles filmes do Michael Bay. E os efeitos especiais são muito convincentes também.
As interpretações também estão muito boas, com todos os “veteranos” demonstrando estarem mais a vontade com seus personagens.
E neste quesito, tenho que tirar o chapéu para o Chris Evans. A cada interpretação ele está melhor, e já consigo ver nele “o líder natural”, que é o que o Capitão América, pelo menos nos quadrinhos da Terra 616 representa e se comporta.
Também dou um destaque para o Jeremy Renner, que deu uma profundidade considerável para o Gavião Arqueiro.
Fiquei triste com a solução que deram para o Mercúrio no filme, já que, se ele fosse seguir o caminho dos quadrinhos, seria interessante ver como o Capitão lidaria com um porra-louca, que ele é.
Enfim, o filme é muito bom mesmo. Não é o melhor do MCU, pois, pra mim, faltaram as viradas de roteiro como as que aconteceram no “Capitão América: O Soldado Invernal”, mas entendo que a história não precisou de tal artifício.
Mas já estou ansioso para a chegada de Julho, onde teremos o filme do “Homem-Formiga”, bem como a série da Jessica Jones. E prometo fazer uma crítica sobre a série do Demolidor também.
É isso aí. Maranata e até a próxima.


E antes que eu me esqueça, minha nota é 9,5.

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